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03/02/2006
PESQUISA SOBRE HIPERIDROSE REVELA COMO
A DOENÇA INTERFERE
NAS ATIVIDADES DIÁRIAS
Suor excessivo compromete a auto-estima, a vida
social e a imagem profissional.
São Paulo, fevereiro de
2006 – Pesquisa científica relevou que a prevalência de
hiperidrose, suor excessivo sem que haja estímulo aparente
como a prática de exercícios, na população norte-americana é
de 2,8% ou aproximadamente 7,8 milhões de indivíduos. No
Brasil ainda não existe pesquisa semelhante, mas sabe-se que
áreas mais comumente afetadas são as regiões das axilas,
palma das mãos e planta dos pés. No verão a incidência da
doença aumenta e, conseqüentemente, a procura por
tratamentos, como o uso da toxina botulínica do tipo A (BOTOX®).
O suor excessivo propicia o
desenvolvimento de doenças como dermatite, infecções por
fungos e bactérias, além de problemas psicológicos e
constrangimento social, pois geralmente é relacionado à
falta de higiene, causando grande desconforto. A hiperidrose
axilar é o tipo mais comum e afeta aproximadamente 50,8% dos
pacientes que sofrem desta condição.
“Em relação aos pacientes
portadores de hiperidrose o conceito de qualidade de vida se
torna muito mais importante, já que o distúrbio da secreção
da glândula sudorípara produz nos portadores um desconforto
e efeito psico-emocional mais grave que as alterações
físicas da própria doença”, explica Dra. Ada Almeida,
dermatologista e especialista no tratamento da hiperidrose.
No verão, os sintomas são
ainda mais visíveis e traumáticos. A umidade constante na
região das axilas, quando sujeita ao atrito conseqüente do
movimento dos braços, por exemplo, resulta em assaduras e
fissuras na pele. Nos casos mais graves de hiperidrose, a
região axilar pode apresentar outros sintomas desagradáveis,
como o odor forte (bromidose) ou mesmo o aparecimento de
doenças de pele.
De acordo com os dados da
pesquisa, 68% dos pacientes disseram que a hiperidrose
impacta diretamente na qualidade de vida quando conhecem
novas pessoas, 58% disseram que impacta mais no trabalho e
55% em relacionamentos pessoais. Além disso, 50% dos
pacientes têm que trocar de roupa duas ou mais vezes por
dia, 20% dos pacientes têm que tomar dois ou mais banhos
diariamente, 72% dos pacientes sentem-se menos confiantes e
51% dos pacientes tiveram mudar suas atividades em função da
hiperidrose.
A toxina botulínica tipo A (BOTOX®)
é considerada um tratamento rápido, seguro, eficaz e
não-invasivo que, diferentemente da opção mais invasiva e
cirúrgica (simpatectomia), não está associada ao risco
cirúrgico ou ao efeito compensatório, ou seja, a migração da
sudorese para outras partes do corpo.
A toxina botulínica tipo A é
aplicada diretamente na região em que o suor é produzido,
provocando sua redução ou, em alguns casos, a interrupção da
produção de suor por determinado período de tempo. Os
primeiros resultados aparecem após uma semana do tratamento
e o efeito dura em média seis meses, sendo indicada uma nova
aplicação após esse período.
A redução de suor
proporcionada pelo tratamento com a toxina botulínica tipo A
é acompanhada por um alto grau de satisfação do paciente.
Estudo científico demonstrou que 92% dos pacientes tratados
com a toxina botulínica tipo A (BOTOX®) declararam estar
satisfeitos ou completamente satisfeitos em quatro semanas
após a aplicação, sendo que a média de produção de suor seis
meses após a aplicação ainda demonstrava redução de 50%.
Outra vantagem da toxina
botulínica tipo A é a praticidade do tratamento. “O paciente
não precisa se afastar das atividades diárias. A técnica é
simples - não requer internação e cuidados pós-operatórios –
e os resultados aparecem rapidamente. Além disso, o
procedimento melhora a qualidade de vida do paciente, que
passa a viver normalmente”, afirma Dra. Ada.
O que é hiperidrose?
Para manter o equilíbrio da temperatura corporal, a
transpiração aumenta quando os batimentos cardíacos são
acelerados, como durante a prática de exercícios físicos ou
em situações de tensão e ansiedade. A hiperidrose é uma
condição clínica caracterizada pela produção de suor que
excede as necessidades termoregulatórias do organismo sem
que haja um estímulo aparente. As áreas mais acometidas são
as axilas, os pés e as mãos.
Esta condição afeta o indivíduo em sua rotina diária,
podendo causar constrangimento e isolamento social.
O que causa a hiperidrose?
A hiperhidrose geralmente se desenvolve durante a
adolescência. A causa da doença ainda é desconhecida, mas
acredita-se que ela seja causada pela hiperatividade das
glândulas sudoríparas écrinas. Além disso, fatores genéticos
provavelmente influenciam o aparecimento da doença, pois de
um terço à metade dos pacientes possuem histórico familiar
da doença. A transpiração severa pode ser exacerbada pelo
stress, razões emocionais ou exercícios físicos, mas
geralmente ocorre espontaneamente. O mecanismo exato que
desencadeia a doença ainda não está claro, mas aparenta
estar relacionado com o mau funcionamento do sistema nervoso
simpático, parte do sistema nervoso que regula as funções
involuntárias do corpo, as quais não exercemos controle
consciente como a respiração, os batimentos cardíacos e a
regulação da temperatura do corpo.
Como a hiperidrose é tratada?
Pesquisa sobre a prevalência da hiperidrose e seu impacto na
qualidade de vida dos pacientes demonstrou que esta é uma
condição comumente não diagnosticada e tratada. Somente 38%
dos pacientes afetados pela condição procuram um
profissional médico para discutir opções de tratamento.
Os pacientes com hiperidrose geralmente procuram um
dermatologista. Os tratamentos tópicos representam a
primeira opção na tentativa de resolver o problema, porém
são freqüentemente ineficientes, produzem efeitos de curta
duração e não são bem tolerados.
Outra opção de tratamento é a estimulação elétrica que
envolve colocar as mãos ou pés em um banho de água em que a
corrente elétrica passa, induzindo as glândulas sudoríparas
a produzirem uma quantidade menor de suor. Os efeitos são
temporários, podendo durar algumas horas ou, dependendo do
caso, uma semana. Os medicamentos anticolinérgicos que
bloqueiam a estimulação da produção de suor também podem ser
prescritos e podem ser úteis nos casos em que o suor afeta
diversas partes do corpo ao mesmo tempo.
A aplicação de BOTOX® (toxina botulínica tipo A) é um método
não-invasivo aprovado para o tratamento da hiperidrose
palmar e axilar. Os efeitos duram em média seis meses,
dependendo de cada paciente.
Os procedimentos cirúrgicos para o tratamento da
hiperhidrose são indicados apenas casos onde as opções menos
invasivas não apresentaram melhora em aliviar os sintomas. A
cirurgia consiste em cortar ou remover os nervos simpáticos
que estimulam a produção de suor em partes específicas do
corpo e apresenta o efeito compensatório como efeito
indesejado.
Sobre a Allergan e BOTOX®
A Allergan, fabricante de BOTOX® (toxina botulínica tipo A)
é líder e pioneira na produção e distribuição da toxina
botulínica tipo A. No Brasil, BOTOX® (toxina botulínica tipo
A) é aprovado pelo Ministério da Saúde e pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento
de linhas faciais hipercinéticas (rugas ou linhas de
expressão) e hiperidrose palmar e axilar desde 2001.
Para assegurar que BOTOX® (toxina botulínica tipo A) seja
indicado e aplicado de maneira correta e de acordo com as
necessidades dos pacientes, a Allergan promove programas
intensivos de treinamento e atualização da classe médica
brasileira onde são discutidas questões anatômicas e
fisiológicas dos pacientes, além das características do
produto e sua aplicação.
Contatos para a imprensa:
Burson-Marsteller
Agência de Comunicação BOTOX América Latina
Roberta Bernardo e Camila Teixeira
Tel. (11) 3094-2240 / 2297/ 2258
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